Zeca Camargo

Na última semana um amigo postou no face “Bom dia, primeiramente, quem é Cristiano Araújo?”.

Quem era Cristiano Araújo? Um ser humano, que se foi
Eu o conhecia ou a sua musica? Não para ambos
Ele é menos ou mais importante por causa disso? Não
Eu vou chorar sua morte, como chorei da mãe de um amigo semana passada? Tampouco.

Agora nosso amigo Zeca Camargo fez esse texto mega polêmico. (aspas no mega polêmico com muito propósito)

 

Aí temos mais algumas críticas:

  1. Mercado de entretenimento quer o tempo todo uma novidade, e todos consomem tudo ao mesmo tempo, numa velocidade impressionante. Poucos dias depois aquela história deixa de ter relevância. Veja você, similar ao nosso comportamento nas redes sociais (vai dizer que você lembra “o que a sua foto significa”, “quantos anos você aparenta ter”, “qual seu amigo verdadeiro” segundo os milhares de aplicativos que ROUBAM suas informações?
  2. Esse canibalismo por novidades MATA gente no caso de gente que trabalha se deslocando para fazer shows, talvez seus produtores, talvez seus fãs;
  3. Os produtores/empresários precisam cuidar melhor de seus artistas para que isso não aconteça
  4. Existe outro problema cultural do acidente de Cristiano: banco de trás tem que usar cinto
  5. As redes de comunicação há muito tempo no modo “caça níquel”, ficam o dia inteiro passando sobre alguma notícia trágica – tipo a morte do Cristiano Araújo – na busca de mais um pontinho de audiência. Curioso que o Zeca fala mal do próprio ambiente que faz parte e ninguém – NINGUÉM – percebeu ou se irritou com isso.

A banda/dupla de um hit só causa o frenesí de shows, em pouco tempo. 200, 300 shows por ano. ISSO NÃO É NORMAL.

Mamonas foram por isso. Daniel, também. Lembra deles? Eu lembro.

Essa galera que ficou super triste com a morte do Cristiano Araújo é, em uma parte, a mesma que “sempre foi fã” do Medina, do Bob Burnquist (quem é ele, valendo 1000 pontos? você sabe?), do Anderson Silva. Como diz Fernando Hussel: Brasileiro não gosta de esporte, gosta de ganhar.

Certa feita um repórter perguntou para Nelson Piquet, logo após sagrar-se campeão de Formula 1, a quem ele dedicava seu campeonato.
A resposta foi “a mim mesmo, fui eu que corri esses GPs todos, ralei pra caramba. Dedico a mim.”
Em sua mente ele deveria estar pensando: afinal, semana que vem o “povo brasileiro” nem lembra mais quem eu sou.

Não tenho feito parte dessa galera: não tenho ideia como se mede um campeonato de surf, não sou fã do Gabriel Medina e não vou assistir MMA por que tem um brasileiro ganhando os campeonatos. Esse comportamento de manada não me faz bem e, provavelmente, não faz bem a você também.

Busque seus ídolos e conheça o que achar que faça sentido pra você. Não é por que todo mundo ficou feliz que o Gabriel Medina ganhou o campeonato mundial que eu vou dizer que “sempre fui fã”, seria uma mentira gigantesca.

Como disse Zeca, as pessoas precisam de uma “catarse coletiva” de vez em quando, seja um velório, seja um campeonato mundial.
Descanse em paz Cristiano Araújo, não vou mais citar seu nome em meu blog.

Para saber mais

Post do Zeca em que ele explica o motivo da crônica.

Os números

Queridos amigos das humanas, aceitem: os números mandam no mundo

Antes de mandar UM comentário, note: estou falando a verdade.

Por onde começar? Vejamos, que tal tropa de elite. Lembra da cena em que André explica ao comandante que o defunto foi encontrado na praia alvejado? E ele diz que morte na praia é afogamento? Lembra do motivo que ele faz isso?

Veja aqui a rsposta: https://youtu.be/9ESxlzJXnPA?t=36s

Motivo: DOZE (ou DOUZE para os cariocas – irado falar DOUZE) é muito.

Se os números não fossem importantes, quem se importa com a quantidade de homicídios? Se eles acontecem devem ser impedidos, certo?

 

Errado.

As pessoas só se importam com números, assim elas são capazes de entender problemas (embora nossos conhecimentos médios de matemática sejam muito baixos). Mais do que isso: as pessoas só se importam com números GRANDES.

37% de perda de água nos encanamentos para chegar na sua casa é muito. Mudamos o número para 19% e queremos chegar em 0%.

16,3% de capacidade do volume morto é melhor que -16,3 de capacidade nominal.

63km de ciclovia é pouco. Vamos chegar a 400km, não importa a qualidade delas. 63 é pouco! Quem sabe se alguém decidir estabelecer métricas (sim, jeitos de determinar números) para avaliar as ciclovias de forma científica e pesquisar o que está bom e o que está ruim nelas… hein, hein? Seria maneiro, vai…

Já deu pra perceber que eu não me incomodo com 13 ou 45, certo? São apenas números.

Ótimo, vamos falar de coisas que são realmente importantes então – números válidos para a cidade de São Paulo apenas.

Quantos buracos tem na sua rua? Contou? Anotou onde estão? Agora liga no 156 para que a prefeitura SAIBA essa quantidade. Eles vão te dar um NÚMERO de chamado. Anote. Conte para seus vizinhos, peça que liguem também. Só assim o NÚMERO de reclamações será GRANDE o suficiente para alguém se importar.

Sua rua está sem iluminação? Já ligou pro número da prefeitura que resolve isso? Então aqui vai: 0800 779 0156

Semáforo quebrado? Problemas de alagamento? Funcionário da CET fazendo bobagem? 1188 é o número.

Foi assaltado? ~RÁQUERS~ invadiram sua conta e levaram seu dinheiro? Faça um BO pelo amor de Deus! Só assim o número de crimes será conhecido e a polícia passará a investigá-los!

Se nada disso der certo, tem sempre o número da rede globo (4002-2884) o estadão (coluna são paulo reclama – 11 3856 2316 • Fax 11 3856 2940 – eles tem fax, olha que moderno!) ou a folha mesmo (só achei a forma de você trabalhar para eles).

 

Resumo: os números são o que movem esse planeta minha gente, são a nossa maneira de entender o mundo.

Dê importância a eles e pare de reclamar nas “redes sociais da internet”. Não precisa nem sair da cadeira, dá pra ligar sentado mesmo!

Minha timeline agradece.

Saiba mais

Sobre o 156

Link do 1188

Link do 0800 779 0156

Essas tais de ciclovias…

Amigo, se você está lendo esse post provavelmente é um dos meus conhecidos. Afinal, esse blog não é nem um pouco famoso.

Isso não importa, vamos ao que interessa

Essas ciclovias e ciclofaixas e ciclococôs* por aí

Muito já se disse sobre as ciclovias do “prefeito-pintor” Fernando Haddad, mas eu ainda não disse nada nesse blog, por isso aqui vai a minha opinião.

Por que alguém pedalaria em São Paulo?

Existem diversos artigos de cicloativistas falando das vantagens, dos pormenores e por aí vai. Bem, como aqui é a minha opinião vou dizer por que pretendo pedalar (num futuro que tenha uma bike, coragem e melhor ambiente no trânsito): necessidade.

  1. Eu não preciso de mais um carro, nem de uma moto. Minha cidade não precisa que eu ande com um guarda-chuva de 2 toneladas cuspindo CO2. Espero que meu filho possa morar nessa cidade quando crescer. Para isso eu PRECISO fazer a minha parte, me locomovendo para o trabalho  de transporte público, fazendo home office ou, como é o objetivo declarado nesse post, ir trabalhar pedalando;
  2. Adquirir um segundo veículo seria custoso: segunda vaga para estacionar, seguro, combustível, impostos (40% na compra e IPVA todo ano!). Para alguém na minha situação geográfica e financeira isso é inviável;
  3. Seria IRRESPONSÁVEL com as pessoas à minha volta e todos os outros habitantes dessa cidade;
  4. Ah, eu sou um cara de computadores e “naturalmente” sedentário, preciso de um exercício e sempre gostei de andar de Bike, graças ao meu pai que me deu a minha primeira (e única por enquanto) quando eu fiz 7 anos. Valeu pai!

Antes que você comente: Não, eu não sou petista.

Muito pelo contrário, cada vez acredito menos na política. Tem gente no meu círculo de amizades dos dois lados (PSDB e PT) e gente que, como eu, não aceita ser unilateral. Unilateralidade não acrescenta nada quando o tema é política, religião ou futebol. Se você é um unilateral (e não é filiado a um partido), essa é a hora de parar de ler esse post, tenha um bom dia. (olha como eu sou legal, não te fiz perder mais tempo!)

Bom, então onde eu me encaixo? Me considero um “cicloativista-não-praticante”.

 

 

 

Ah, você pode ser “católico-não-praticante” e eu não posso ser cicloativista-não-praticante? Bacana sua lógica, hein.

“Cicloativismo é uma forma de fazer política para andar de bike. Não uma forma de andar de bike para fazer política”

Eu, agorinha

Tem gente que confunde essas duas coisas. Você votou no Kassab? Eu votei. Me arrependi? Amargamente.

Algumas coisas não vão bem pro Haddad, tipo isso. Não, ele é o prefeito-perfeito. MAS, me diga uma promessa do Kassab que foi cumprida e que realmente melhorou a vida das pessoas? Pode começar pela sua vida, não tem problema. Obrigado, de nada.

Bem, mas e essas faixas que saem com uma lavadora de altas pressão mestre?

Diferenças entre projetos

Se você esteve fora de São Paulo nos últimos anos (por que voltou? Não tem água aqui, fera), não deve saber que temos uma grande malha cicloviária de 200km na cidade. Mas não, a malha cicloviária não é composta apenas por ciclovias, tem também as ciclofaixas.

Que são ciclofaixas?

Chão pintado ou recapeado. Ou seja, ainda dentro das ciclofaixas temos diferenças entre coisas ruins (pintada) e bom (recapeado). Por que o recapeado é melhor? Pois o pintado tem textura próxima às que faixas de pedestre tem. Se você nunca esteve em um veículo sobre rodas em uma dessas saiba: é liso feito sabão quando chove. Caso pretenda pedalar na chuva, recomendo esse artigo. As ciclovias que tem recapeamento de concreto são melhores: duram mais, os buracos demoram a aparecer e a tinta não vai atrapalhar, nem deixar o calçamento mais escorregadio. É coisa linda de Deus. Claro que isso não é uma verdade absoluta.

Que são ciclovias?

Vias segregadas dos carros. Tem separação de alguma maneira: diferença de altura da via ou blocos de concreto separado ou uma calçada no meio do caminho. Algo grande que vai impedir que um carro invada facilmente.

Problemas que ainda existem

E eles precisam ser resolvidos, seja quem for o prefeito (esse ou o próximo, espero que esse ainda)

  1. Desconexões: nem tudo se conecta ainda, isso precisa melhorar. Conforme as obras avançam as coisas começam a fazer mais sentido e as ciclovias cada vez estarão mais cheias;
  2. Faixas mal-feitas: nossa senhora, tem muitas. Elas precisam ser corrigidas, não extintas. Falha de execução não implica em não-necessidade.
  3. Ladeiras: não há como escapar delas nessa cidade. Novamente, não implica em não-necessidade. A ciclofaixa da Otacílio Tomanik no bairro do Rio Pequeno é de longe a mais ingrime que eu vi – tem até oficina de bicicleta no caminho pra encher o pneu ou arrumar a corrente quebrada. As em volta da Sumaré e Pacaembu também são assustadoras. É verdade, tem uns malucos que sobem e descem esses pequenos K2 disponíveis na cidade, mas eles são uma minoria;
  4. Ciclistas “zueros”: você já viu ciclista sem capacete, na contra-mão, na calçada e por aí vai. Eles estão certos? Não. Isso muda o fato de que outros precisam de segurança para se locomover em vias seguras? Não. Uma coisa não exclui a outra. O “zuero” está errado, o motorista que atropela ele também está, pois – como diz o código de trânsito – é responsabilidade do veículo maior cuidar do veículo menor.
  5. Seria mais fácil seguir o código brasileiro de trânsito? Sim, seria. Você já acelerou acima da máxima permitida em uma via? Estacionou em local proibido? Parou em fila dupla? No código tudo isso é explicado claramente com um belo carimbo NÃO PODE FAZER, ZÉ!

Conclusões por ora:

  • O plano de ciclovias é eleitoreiro? CERTAMENTE, como tudo que é feito POR QUALQUER PARTIDO QUE EU CONHEÇO QUE ESTEVE NO GOVERNO DESSA CIDADE;
  • “Mas custa muito caro! 200mil o KM!”. Pergunto: quanto vale a SUA VIDA ou do SEU FILHO ou de alguém da SUA FAMÍLIA? A dos outros vale menos, suponho.
  • “Roma não foi construída em um dia” evidente que nem as ciclovias serão, mas a construção tem que começar de alguma maneira. E nem tudo sai como planejado, mas as pessoas vão se adaptar, somos capazes disso;
  • Finalmente: o fato das pessoas se preocuparem mais com o trecho de terra que estão perdendo para andar com seus SUVs em comparação com a falta de água é impressionante. Estou mais preocupado com a água, larguei o projeto da Bike por enquanto, assim que tivermos mais “segurança hídrica” volto a me preocupar com ela

Leia mais

Muito mais!

*Ciclococô é o apelido que os ciclistas deram à “super moderna e bem conservada ciclovia da marginal pinheiros” (que não tem iluminação, só funciona de dia)

E você? O que acha? Deixa um comentário aí.

Vale lembrar, comentários são moderados.

Das dificuldades desse “povo de TI” – Parte 1: prioridades que mudam

Nesse mundo de TI as prioridades mudam o tempo todo, muito comumente por um fato muito simples: na grande maioria das vezes nossa área é apoio à operação das empresas, e não o fim. Quando a operação tem que mudar, a TI tem que ir junto. Muita gente já falou sobre isso: que acontece o tempo todo, que os profissionais não gostam, bla bla bla, yada yada yada, tereréu tereréu tereréu.

Portanto, não faz sentido falar novamente a respeito disso, afinal a vida é feita essencialmente de três coisas:

  1. Problemas
  2. Soluções
  3. Fatos

Tudo que é problema, tem solução e tudo que não tem solução é fato. Simples assim. Mudar é difícil, especialmente prioridades, mas não é impossível – isso é fato.

Sendo as prioridades mudando uma constante, precisamos de formas de minimizar seus efeitos em nossas mentes. Algumas possíveis soluções:

Solução nº 1: entenda a razão da mudança

Se um projeto de repente é mais importante que o outro, certamente existe uma razão para isso. Mesmo que ela seja muito desconcertante (exemplo: por que eu quis), vai ser melhor resolver o novo projeto sabendo de sua importância superior do que resolver sem saber e ficar remoendo aquela mudança inesperada que, provavelmente, se deu devido à falta de planejamento de outrem. Mais do que isso: vai te fazer ter mais carinho e cuidado com o que está fazendo.

Ah, sabendo da razão você pode aprender com isso e tentar evitar uma nova ocorrencia desse tipo de urgência.

Solução nº 2: prepare-se melhor

Essa é mais difícil. Preparar-se melhor geralmente significa fazer menos tempo as coisas que você mais gosta. Se você gosta de programar, certamente não é muito fã de escrever documentos longos que não geram efeito nenhum na vida de alguém.

Fazer essa mudança é difícil, especialmente se você já está há muito tempo fazendo algo, digamos, artesanal e que adora.

Solução nº 3: trabalhe em um lugar que você goste das pessoas, clientes, trabalho, lucros, independente das prioridades

Se tudo isso for verdade, dificilmente as mudanças de prioridades vão te fazer tão mal assim.

Respostas automáticas e redirecionamento de e-mail no outlook 2013/OWA 2013

Vai sair de férias? Não esqueça de inserir uma mensagem automática informando de sua ausência.

Como faz?

No desktop

Acesse as opções, clique em respostas automáticas, configure a mensagem e o período.

Na web

Clique sobre a engrenagem, ao lado da sua foto, no canto superior direito da tela

Agora em “Definir respostas automáticas”.

Configurações

Em ambos os casos deve-se marcar para enviar respostas, definir um período em que elas vão ser enviadas e duas mensagens diferentes (uma para pessoas de dentro da organização e outra para contatos externos).

Opcionalmente você pode enviar apenas para os seus contatos. Isso é particularmente útil para aquele SPAMMER não saber que seu endereço existe de fato.

Exemplos de mensagens automáticas

Dentro da organização

Olá,

Obrigado por sua mensagem.

No período de xx/xx a xx/xx estarei de fora do escritório com pouco acesso a meus e-mails.

Em caso de urgência me ligue no XX XXX-XXX-XXX

Atenciosamente,

Fulano

Fora da organização

Olá,

Obrigado por sua mensagem.

No período de xx/xx a xx/xx estarei fora do escritório com pouco acesso a meus e-mails.

Em caso de urgência por favor entre em contato pelo telefone XX XXXX-XXX com a equipe de TAL.

Atenciosamente,

Clique aqui!

Por que tudo na internet tem um clique aqui?

Já parou pra pensar que esse “call to action” é muito intromissor?

Eu acho um saco escrever clique aqui em sites e peças – dá a impressão que o usuário é idiota aos olhos do construtor da peça. Por vezes não entendemos a importância de um clique aqui em um texto. Afinal de contas, você só quer clicar, não é mesmo?

E é o que o usuário vai te perguntar (cadê o meu clique aqui?) quando não encontrar. Seus olhos passeiam pelo texto buscando o clique aqui.

Uma experiência bacana que vi há alguns anos é um site feito inteiramente sem o uso de cliques (é em flash, portanto só no desktop).

É fascinante ver o quanto somos condicionados aos clique aquis mundo afora e o quanto é automático clicar aqui.

Agendamentos recursivos no outlook – inclusive de reuniões com outras pessoas

Mais um da série sobre Outlook! Dessa vez vamos falar sobre reuniões e atividades recursivas.

Recorrência, o que é

A rigor, algo que acontece mais de uma vez em períodos específicos. Exemplo: seu aniversário é um evento recorrente com intervalo de um ano.

Por que isso é importante no outlook?

Por vezes você pode se deparar com situações em que facilitaria muito ter alguém te lembrando de fazer algo.

Um calendário de aniversário, de revisões do carro, de reuniões para acompanhamento de um projeto, de followup de uma questão qualquer.

Fazer esse mapeamento no outlook manualmente seria altamente cansativo. Se você já tentou, já sabe que é um saco.

Recorrência é algo realmente simples no outlook: abra um novo evento, clique em recorrência, defina os valores, BUM, tá pronto.

Defina os parâmetros para criar um evento recorrente
Defina os parâmetros para criar um evento recorrente

Bloco de cima – hora do compromisso

  • Início: marca o inicio de cada ocorrência
  • Fim: final de cada ocorrência
  • Duração: um menos o outro. Alterando o final esse box muda e alterando esse box o final muda

Bloco do meio – Padrão da recorrência

  • Diário, semanal, mensal, anual: intervalo a aplicar (melhor colocar anual a cada dois anos do que a cada 730 dias)
  • Bloco central “a cada”: varia de acordo com o período especificado. Troque as opções da lateral para definir esses valores

Bloco final – intervalo de ocorrência: até quando você precisa desse evento?

Interessante. E se eu precisar convidar participantes (fazer uma solicitação de reunião) recursiva, dá?

Sim, exatamente da mesma forma que você viu no trecho anterior, no mesmo menu recorrência.

A melhor parte? Usando alguma conta que sincronize esses eventos com seu calendário (exemplo: exchange) você não precisará fazer mais nada para que ele apareça em outros devices conectados na mesma conta, como seu smartphone, tablet, o que quer que seja.

Meu outlook está lento! E agora?

Se você nunca teve um problema de lentidão no outlook, provavelmente não usa ele a tempo suficiente.

Já falei um pouco sobre como organizar e-mails e algumas regras interessantes para escrevê-los. Pois bem, não importa o quanto você tente, cedo ou tarde o outlook vira uma carroça – pelo menos no Windows.

Os arquivos de dados

O outlook tem essa solução/problema chamada arquivos de dados. Fazendo um paralelo rápido: ele guarda seus e-mails em “livros-caixa”, quando o espaço acaba ele adiciona novas folhas. O problema é que continua atualizando o índice, afinal esse é o livro-caixa corrente e é bem provável – em suas premissas, claro – que isso venha a ser importante em breve. Você precisa ajuda-lo a saber o que é livro-caixa passado e o que é atual.

Aqui entram os arquivos PSTs. Sem mais alongamentos, vamos nos fazer uma pergunta simples: nós sabemos o que é arquivo antigo e o que é novo? Pode parecer bobo, mas essa pergunta é a chave de tudo. Se você não sabe, seu outlook não vai adivinhar.

Novamente, como exemplo óbvio vou usar a minha organização de e-mails. Meu trabalho é altamente projetizado e a grande maioria do fluxo de refere-se a projetos. Pois bem, cada projeto tem sua pastinha com seus respectivos e-mails.

Assim que um projeto termina, vai para o arquivo de dados (PST) de projetos mortos desse ano.

“Tá, gênio, e se eu usar o Outlook pra Mac? Gera o mesmo problema?”

Sinceramente? Não sei. Quando eu souber eu atualizo o post.

“Ah, fantástico. E como eu faço isso?”

Moleza.

Outlook 2013/2010

  1. Clique em arquivo
  2. Vá em configurações de conta e depois configurações de conta (sim, os menus tem o mesmo nome)
  3. Clique na aba Arquivos de dados
  4. Clique em Adicionar
  5. ESCOLHA (isso é importante) o local onde sua pst será gravada, dê um nome a ela e, opcionalmente, insira uma senha – não esqueça essa senha JAMAIS
  6. Clique em OK

Com isso feito você notará que surge uma nova pasta no seu oulook com o nome da sua PST (no meu caso, 2015) e dentro dela uma pasta Itens Excluídos e outra Pastas de Pesquisa.

Agora basta mover as mensagens para lá. A partir disso o Outlook vai parar de criar indices para os e-mails antigos, liberando performance para você poder fazer coisas mais interessantes.

Lembra que falei que é importante indicar o local do arquivo? Quando você terminar, a MELHOR coisa que pode fazer é uma cópia dessa PST (que é um arquvio) e lembrar de fazer backups periódicos dela. Dessa forma você não perde e-mails antigos.

Uma vez que seus e-mails dos anos anteriores deixarem de ter relevância, volte a acessar o menu de criação das PSTs e remover o vínculo com o outlook – isso vai faze-lo iniciar mais rápido.

Por hoje é isso crianças!

A arte de enviar e organizar e-mails

Sim, isso vale um post. Pode parecer maluquice mas é verdade: enviar e-mails não é uma tarefa fácil nem trivial. Depende de uma série de regras e definições.

Mas por que eu deveria me preocupar com isso?

Simples: seres humanos leem e-mails. E eles, em geral, merecem respeito. Alguém vai ler a sua mensagem, pense nele. Ele vai entender? Vale a pena mandar esse e-mail? Será que não é melhor um telefonema? Seria mais intrusivo ligar ou mandar e-mail?

Muitas perguntas, não? Não adianta me mandar e-mail a respeito, siga lendo…

Problemas do mundo moderno

Reply to all (responder a todos)

É mania nacional. Você responde a todos. Sem se preocupar se todos devem ler aquela mensagem que você está mandando.

Se receber um e-mail de uma lista de distribuição, ANALISE, se o que você vai dizer todos devem saber.

Chat no e-mail

Se você respondeu a mesma mensagem mais de duas vezes em menos de 30 minutos é necessário utilizar outra ferramenta para essa comunicação. Skype, Lync, Messenger do facebook, Hangouts do google, face-time, chat do uol, whatsapp, o bom e velho telefone… opções não faltam.

Regras de “etiqueta”

Existem algumas regras que não encontrei muitos artigos a respeito mas já vi bastante gente falar e em geral, convergir para essas regras abaixo:

  1. Se alguém precisa ler um e-mail e responder ele, essa pessoa tem que estar no “to” ou “para”
  2. Se alguém precisa receber um e-mail e saber apenas da existência daquele assunto, essa pessoa tem que estar no CC ou cópia
  3. Se alguém precisa receber um e-mail em copia oculta, ele deve ser encaminhado em APÓS O ENVIO DO E-MAIL PRINCIPAL ao destinatário e não enviado na copia oculta. Vai que ele tem a doença do repy to all?
  4. Listas de e-mails grandes e comunicados para muitas pessoas, envie na copia oculta. Novamente, se algum dos destinatários tem o problema do reply to all você não enche a caixa de todos com as respostas.

Antes de apertar enviar REVEJA se as pessoas certas estão na linha certa.

Nesse maremoto de e-mails que você manda e recebe todo dia, certamente sua caixa deve estar constantemente cheia. Há aqueles que se copiam nos próprios e-mails para ter “roteamento” de seus e-mails. Não precisa mais fazer isso gente. Juro.

O que nos leva ao próximo assunto: organizando e-mails.

Utilizando ferramentas do Microsoft Outlook

Você tem aquele ataque de ansiedade quando vê a caixa de e-mails cheia? E quando vê a de um colega com 5 mil e-mails? Bom, eu tenho e essa é a razão de escrever esse post.

Verdade seja dita: eu nunca usei nenhum outro software de gerenciamento de e-mails. É um mal do meio, talvez, mas realmente não me interessei por outras ferramentas – o outlook resolvia todos os problemas e não gerava muitos outros. Portanto, vamos aprender um pouco de “autíluque”, sim?

Regras de mensagens

Você pode utilizar regras para organizar os e-mails por “grupos de afinidade” ou “urgência”, que é o meu caso. Utilizo um método que Scott Hanselman vive postando e palestrando a respeito que é a forma que ele faz. Pra mim deu resultado.

A ideia básica por trás do método de Hanselman é escolher seus e-mails utilizando as seguintes divisões:

  1. E-mails enviados para mim (estou na linha “para” do e-mail)
  2. E-mails de pessoas de FORA da minha organização – clientes, parceiros, fornecedores, familiares
  3. E-mails nos quais eu fui copiado – portanto, não preciso responder imediatamente
  4. Convites de reuniões – alguém quer conversar comigo em algum momento (ainda não utilizo isso pois não é parte constante da minha vida, mas é uma ideia interessante…)

Entendeu agora o porque das regras anteriores?

Dessa forma você sabe: 1: itens que preciso ver já; 2. algum cliente mandou um e-mail, ele deve ser importante, leia logo; 3. itens que talvez não tenham tanta relevância; 4. dependendo da quantidade de reuniões que você participa, faz todo sentido separar isso

Genial, como eu faço uma regra? É mais simples do que você imagina. Acesse o menu regras e crie uma nova regra. Explore os menus, seja curioso – não faz mal não.

Tenha em mente:

  1. Computadores são burros, eles não são capazes de decidir o que fazer sozinhos, você precisa dizer para eles o que fazer
  2. A ordem do que você diz pra fazer, faz toda diferença

Etapas rápidas

Elas são muito úteis. Gerencio minha caixa de entrada por projeto. Cada projeto tem sua pasta específica e é pra lá que e-mails lidos vão.

Depois de um tempo a quantidade de projetos aumenta, e ficar arrastando e soltando e-mails em pastas se torna uma tarefa chata e interminável.

Crie uma pasta que faça sentido na sua vida. Por exemplo o nome do projeto.

Clicando com o botão direito sobre uma mensagem existe uma caixa chamada “etapas rápidas”, no final dela tem um menu para criar uma nova etapa rápida.

Essa funcionalidade foi desenvolvida justamente por que o trabalho de criar regras é bem demorado e burocrático – e não é algo que você vai fazer toda semana.

Logo no começo tem algumas opções mais comuns, a primeira delas é “mover para uma pasta”. Ao escolher a pasta para qual o e-mail deverá ser movido e dê um nome à essa etapa. Em geral eu uso o nome da pasta.

Note que no topo do outlook essa etapa rápida aparece agora para você escolher e executar para as mensagens em foco na pasta atual. Ao clicar nela o e-mail é enviado para a pasta, magicamente.

Nunca mais você terá 5 mil e-mails na caixa de entrada.

Hanselman diz ainda que não verifica e-mail pela manhã. Ainda não consegui chegar nesse nível de desapego da caixa postal… isso fica para um próximo post.

Links interesantes:

The Three Most Important Outlook Rules For Processing Mail

Don’t Check Your Email in the Morning

Oredev Keynote – Information Overload and Managing the Flow: Effectiveness and Efficiency

Getting Organized While Drinking from the (Outlook) Fire Hose

III Fórum Microsoft para Gerentes de Sistemas

Depois de 4 meses…

Recentemente estive no III Fórum Microsoft para Gerentes de Sistemas, evento anual da Microsoft. Nesta edição foi dado muito foco ao lançamento do SQL Server 2012, com presença de Douglas Leland – gerente do produto para o planeta terra.

ATENÇÃO: o relato abaixo é apenas a minha opinião.

A palestra dele foi muito rasa, abordou muitos temas, nenhum deles relevante. A demo no meio da palestra foi bem interessante, mas curtinha… outro palestrante (não me recordo o nome, perdão) mostrou como o SQL Server 2012 é interessante para trabalhar com dados chamados “big data”.

Na sequencia, Rodrigo de Carvalho, gerente de produto do VS e TFS no brasil apresentou como a Microsoft organiza o desenvolvimento de suas aplicações, como não poderia deixar de ser eles usam TFS e – toma essa turma do RUP😛 – metodologias ágeis (no caso deles Scrum).

Na parte da tarde a coisa foi bem interessante, fui para a track 2, focada em ALM e Cloud.

Rodrigo Benin da Allmatech iniciou a track com a palestra Orientando um projeto de software para o caminho certo através de governança, descrevendo alguns processos e premissas para o gerenciamento de desenvolvimento de aplicações. O foco maior foi no TFS – tem plugin pra eclipse, conecta com o project server, é escalável e “personalizável”. Bem bacana, vale segui-lo no twitter.

Em seguida tivemos Marden Menezes da Microsoft apresentando alguns casos de sucesso de ALM usando o TFS. Siga-o.

Luciano Condé – o cara que cuida do Azure na Microsoft Brasil – falou sobre todas as features do produto e fez algumas demos. Bem legal.

Por último Igor Abade falou sobre muitas novidades do TFS 2011, testes de software e qualidade, tirou dúvida de Kambam (tá bacana isso) e… o tempo acabou…. espero que tenhamos os ppts para tirar dúvidas com ele. Será que ele faz um video com o restante da palestra?

Se bobear a Microsoft libera o conteúdo que passou na track 1 para assistirmos em streaming, nela tivemos a transmissão simultânea o dia todo.

Brevemente o conteúdo (espero eu) deverá ser disponibilizado – altero quando souber as novidades.